Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro - APPERJ

Fundada em 11 de abril de 1989, a Associação Profissional de Poetas do Estado do Rio de Janeiro é a primeira e única associação aberta de poetas e declamadores de poesia no país. Foi iniciativa do mestre e professor Francisco Igreja. Essa instituição conta com mais de quatrocentos associados no Brasil e no exterior.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

PRÊMIO FRANCISCO IGREJA 2011

A APPERJ

Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro convida todos os poetas a participarem do IV FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA.
O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Real/Santander, ag. 0894, cc 2017863-5, até o dia 31 de julho de 2011, para: IV Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Rua Pereira da Silva, 586/304, Cep: 22221-140, Laranjeiras, Rio de Janeiro/RJ, valendo como data de entrega o carimbo do correio.
O trabalho deverá ser apresentado com pseudônimo e os dados do autor deverão ser enviados em envelope lacrado, digitado (não serão aceitos poemas manuscritos), constando de: nome completo do autor; nome literário; pseudônimo; título da obra; endereço completo - CEP inclusive; telefone para contato - indicar DDD; e-mail. O envelope lacrado com os dados do autor deve ser enviado dentro do envelope maior contendo o(s) poema(s) para o concurso. Colocar como remetente, o nome Francisco Igreja e o mesmo endereço do destinatário. A identificação indevida do poeta, assim como o não atendimento a qualquer item do regulamento, acarretará na desclassificação do mesmo.
Os poemas serão julgados por literatos reconhecidamente idôneos da comunidade poética brasileira, cuja decisão será irrevogável e irrecorrível. Serão considerados na decisão: a correção da linguagem, a beleza das imagens poéticas e a originalidade com que o tema for tratado.

Premiação:   

Categoria Única - serão selecionados os 20 melhores textos, cujos autores receberão certificado de Menção Honrosa e prêmios no valor de mil reais, assim distribuídos: 1° lugar: R$400,00; 2° lugar: R$300,00; 3° lugar: R$200,00 e melhor intérprete: R$100,00.
O poeta 1° lugar em texto receberá o Prêmio Francisco Igreja, que constará de: além do prêmio em dinheiro; publicação sem ônus na coletânea PERFIL e medalha Francisco Igreja.
Ao apperjiano mais bem classificado dentre todos os concorrentes selecionados ou não (e em dia com a Tesouraria da associação), será oferecido certificado, o Troféu Francisco Igreja, sendo seu poema publicado graciosamente – sem ônus, na Coletânea PERFIL.
A seleção dos poemas será feita por associados, especialmente, convidados para este mister. A classificação dos poemas selecionados será feita por júri presente ao evento que, também, considerará a oralidade na seleção do melhor intérprete (tempo máximo de apresentação de 10 minutos, a ultrapassagem do tempo estimado acarretará em desclassificação). Concorrerão todos os intérpretes, autores ou não. Os poemas selecionados para a cerimônia de premiação serão publicados nos sites da APPERJ e da OFICINA Editores (apoio cultural).
O encerramento do concurso acontecerá dia 16 de setembro de 2011 (6ª feira), a partir das 17h, no Auditório Machado de Assis, da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Pedimos a todos os concorrentes, que indiquem a intenção de comparecer ao encerramento ou o nome de um poeta carioca que possa representá-lo. A Diretoria da APPERJ garante, antecipadamente, a apresentação dos poemas selecionados, durante a festa de encerramento.


Outras informações pelos tel: Marcia Agrau (21) 2265-3934 / Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MATINAL

A Juju Campbell

Inda que de névoa disfarçado
Tento teu corpo na moldura fixar
Suave nave de umidade e flutua
Inda que de névoa disfarçado
                                 
                                             (a névoa que teu corpo vela
                                              O corpo que à névoa deste)

Reflete o corpo teu tênue luz
E treme no ar que o cintila
Inda que de névoa disfarçado

                                               (a névoa que se faz no corpo dela
                                                0 corpo que da névoa reste)

De vapor teu corpo esfumaçado
No alvor se inscreve e eu me curvo
Inda que de névoa disfarçado

                                               (a névoa que penetra nela
                                                E o corpo de realce desce)

Insinuando formas e favores
Seu corpo edifica meu assombro
Inda que de névoa disfarçado

                                               (a névoa que seu corpo gela
                                                O corpo de frescor celeste)

Se realiza em encanto fosco
Se afirmar vem liberto corpo
Inda que de névoa disfarçado

                                               (a névoa em seu corpo bela
                                                O corpo que de branco veste)

No balanço que flutua o vulto
Emerge seu corpo que sussurra
Inda que de névoa disfarçado

                                               (a névoa que seu corpo péla
                                                O corpo que a meu corpo deste)

Vestido de alvura e finginmento
Seu corpo desenha são desejo
Inda que de névoa disfarçado

                                                (a névoa que a seu corpo apela
 O corpo que em meu corpo investe)

Pois sempre nesse corpo-névoa
Me realço e relaço-me apegado
Me instigo e de infinito me desfaço
Inda que de névoa disfarçado

Francisco Igreja